Músicos levam som a coletivos urbanos



Uma viagem com música é mais agradável. E quando a música é ao vivo interpretada por jovens sonhadores e idealizadores, torna-se mais prazerosa ainda. Estamos falando de um grupo de três rapazes que se uniram e criaram o Som de Buzão e do jovem estudante de Medicina, conhecido como Cuscuz. Conheça um pouco da história desses dois personagens distintos, mas que buscam, através da música, a realização de sonhos.

Som de Buzão – surgiu há dois anos “para levar a sério a arte de rua, levando alegria aos viajantes”, disse Tinho Marinho, um dos três integrantes do grupo. Eles tocam forró, repente, xaxado, samba funk, mangue beat, reggae e música sergipana.

Pelo menos, duas vezes na semana, eles sobem e descem nos ônibus de linhas diversas numa forma, também de conquistar fãs e contribuições espontâneas colhidas através de um chapéu de palha, símbolo do grupo. A receptividade é boa, nem sempre traduzida em reais, mas corriqueiramente expressada por meio de sorrisos e aplausos.

Ele tocam nos ônibus, em barzinhos e shows, também, em Aracaju e em outras cidades. No último dia 17, Fabrício Mangaio, Tinho Marinho e Ruan Arê, se apresentaram na cidade alagoana de Penedo, junto com a banda Reação.

cuscuz_Cuscuz_ Maxwell Nascimento Santos, 26 anos, estudante de Medicina na Universidade Federal de Sergipe (UFS) ou simplesmente, Cuscuz. “Comecei a tocar nos ônibus depois que passei no vestibular, em 2015. É muito bacana ver a reação das pessoas. Elas gostam pra caramba. Não pensei que fosse assim”, disse o jovem morador do conjunto Albano Franco, em Nossa Senhora do Socorro. A ideia de levar a música ao ‘busão” surgiu para ajudar a custear o curso que, apesar de ser numa universidade pública, requer tempo integral de estudo.

Cuscuz não canta apenas. Ele compõe. No último dia 17 de junho, fez show no Teatro Lourival Fontes, em Aracaju, com 16 músicas autorais no repertório, entre elas “Bilim bilim, viver não é tão mal assim. Não há problemas que durem, param sempre”