A bagunça nos Terminais de Integração

O Almanaque do Busão fez um giro pelos oito terminais de integração da Grande Aracaju. Ouviu usuários do sistema, fiscais, motoristas e cobradores de ônibus, observou as deficiências de cada um deles e constatou um problema comum a todos eles: falta de manutenção e segurança. Confira:

 

Terminal Manoel Aguiar Menezes, mais conhecido como Terminal dos Mercados

Este, sem dúvida, é o mais bagunçado. Os assentos estão quebrados, a estrutura de ferro está bastante aparente e corroída pelo salitre, as paredes estão imundas, a iluminação é precária e um comércio intenso sem nenhuma organização ou padronização formou-se ao longo dos anos. Os banheiros estão fechados há mais de um ano.

Terminal Jornalista Fernando Sávio (Centro)

 

Inaugurado em novembro de 1989 e reformado 20 anos depois é o segundo no ranking da bagunça. As paredes e o teto são imundos, o acesso tumultuado pela presença de cambistas e entulhos e falta sinalização. Falta também limpeza e o odor que exala dos banheiros é sentido a distância.

Terminal do DIA

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Foto: André Moreira

Nessa terça-feira, 4, parte da cobertura caiu sob a cabeça de um homem que saiu ferido. A Defesa Civil esteve no local e constatou a necessidade de reparos urgentes. Neste terminal o ambiente é apertado e mal localizado. Os usuários e trabalhadores rodoviários reclamam da insegurança

Terminal Maracaju

 

Inaugurado em maio de 2004, ao contrário do Terminal do DIA, é amplo e arejado, porém, o piso táctil (que serve às pessoas com baixa ou nenhuma visão) tem vários trechos danificados. Por outro lado, a iluminação, a limpeza e a sinalização das paradas das linhas de ônibus estão em bom estado.

Terminal Minervino Fontes (Atalaia)

terminal

Este terminal tem cerca de 10 anos e passou por duas reformas, a última delas em 2015. Usuários se queixam da iluminação e segurança precárias. O passageiro que passar por este terminal, fica sem saber o local de parada da linha de ônibus a pegar. Isso porque falta sinalização.

Terminal Leonel Brizola (Rodoviária Nova)

terminal zona oeste ônibuTem capacidade para receber até 27 ônibus simultaneamente. Inaugurado em julho de 2006. Tem como queixa principal a falta de segurança. O espaço é amplo e está normalmente limpo, mas, assim como os demais, não traz sinalização, dificultando a vida do usuário.

Terminal do Marcos Freire, em Nossa Senhora do Socorro

 

Este terminal foi inaugurado em setembro de 2009 e ganhou o nome de Terminal Franklin de Oliveira Ribeiro. Recebe cerca de 30 mil passageiros/dia e o principal problema nesta época de chuva, são as goteiras.  Há muitas pichações, também, e parte do telhado do banheiro está desabando.

Terminal Adailton Martins (Barra dos Coqueiros)

termina barra quase vazioEsperar ônibus nesse terminal fora dos horários de pico é arriscado, asseguram usuários que preferem aguardar o busão nas proximidades de alguma residência. Além da falta de segurança, encontramos banheiros fechados e um espaço mal cuidado, com mato ao redor e paredes pichadas.