Assento preferencial é de lei, sabia?

O que deveria ser uma questão de educação virou lei há quase 20 anos, mas nem o tempo tem sido suficiente para evitar conflitos e constrangimentos.  A lei federal, sancionada em novembro de 2000, estabelece assentos preferenciais nos coletivos urbanos, porém, nem sempre é cumprida.  A frota cumpre o dever, já os passageiros, nem sempre cedem esses lugares a idosos, gestantes, pessoas com crianças no colo e portadores de algum tipo de deficiência.

15112Todos os ônibus da frota do Sistema Integrado de Transporte da Grande Aracaju têm assentos devidamente sinalizados de amarelo, indicando que, ali, devem estar, os preferenciais. Mas, no dia a dia de quem anda de ônibus, é muito comum ver pessoas sentadas nesses bancos fazendo “cara de paisagem” ao verem um idoso ou gestante entrar no ônibus.

“Acho que já foi pior, mas ainda hoje, tem gente que finge não nos ver”, disse o aposentado José da Fonseca, 77 anos. Uma gestante, que estava ao lado dele no terminal de integração, disse que também já viajou em pé, grávida. “As vezes eu fico até com vergonha de ver a cara de pau do jovem sentado e a gente em pé, sendo que o lugar é para a gente”, lamentou Maria Ester Siqueira Santos.

A lei que criou os assentos preferenciais não estabeleceu punições para quem descumprir ceder o assento aos preferenciais. Há sanções, apenas, para as empresas que não ofertarem, pelo menos, 10% de assentos aos prioritários.