Alunos e servidores da UFS fazem atos contra cortes de verbas



Alunos e servidores da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e representantes de entidades estudantis fizeram uma série de atos hoje de manhã, 2, nos terminais de acesso e no interior do campus da UFS contra os cortes orçamentários nas universidades federais patrocinados pelo Governo Federal. Houve panfletagem, cortejo e uma “aula pública” no hall da reitoria. Os protestos se concentraram no campus de São Cristóvão.

 Segundo a representante do Movimento Povo Sem Medo e ex-estudante da UFS, Lavínia Cruz, os cortes já estão afetando.os alunos bolsistas, principalmente do CNPQ e CAPS que são maioria na UFS.

Os atos começaram às 6 horas com panfletagem nos dois acessos à UFS para recepcionar alunos e professores. Os manifestantes passaram informações sobre os cortes no orçamento das universidades federais.

Em seguida, seguiram em cortejo pelas didáticas e demais pontos do campus.  No hall da reitoria, fizeram mais discursos.

Ontem, a UFS soltou nota oficial informando que a dotação orçamentária liberada pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) corresponde, até o momento, a 70% das despesas de custeio e aproximadamente 50% das despesas de capital.

A nota cita que, caso não haja liberação integral de 100% do limite orçamentário relativo a custeio, haverá, inevitavelmente, sérios problemas de execução de despesas de energia, bolsas, pessoal terceirizado (limpeza, segurança, apoio operacional etc).

De acordo com a nota emitida pela reitoria da UFS, a informação repassada extraoficialmente pelo MEC é de um contingenciamento de 15% dos recursos de custeio e de 40% dos recursos de capital.

“Todas as instituições estão aguardando a definição oficial, sob pena de comprometimento de parte considerável das atividades de manutenção das Universidades Federais, a partir dos meses de setembro e outubro do corrente ano”, cita.

“Até o momento a UFS tem conseguido manter em dia o pagamento de serviços contratados, de modo que todos os serviços essenciais foram mantidos, a despeito da profunda crise econômica e financeira do país”, finaliza a nota.